O QUE É UM ARTE-TERAPEUTA?

 

Um Arte-Terapeuta/Psicoterapeuta é um profissional com uma formação especializada que abrange um leque de conceitos científicos relativos à Arte-Terapia/Psicoterapia. Esta formação, de um modo geral, deve ser ministrada e regulada por Sociedades Científicas.

 

O Arte-Terapeuta/Psicoterapeuta distingue-se dos outros terapeutas/psicoterapeutas convencionais pelo facto de utilizar no processo terapêutico vários mediadores artísticos, nomeadamente, expressão plástica, expressão corporal, expressão escrita e poética, expressão dramática e tabuleiros de areia.

 

QUAIS OS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA SE SER
ARTE-TERAPEUTA/PSICOTERAPEUTA?

 

Para ser Arte-Terapeuta é necessário possuir um grau de licenciatura ou encontrar-se a frequentar a licenciatura nas áreas da saúde, humanística, pedagógica ou artística, dado que deste modo lhe é fornecida uma base académica e científica que ajuda a solidificar o conhecimento adquirido na formação de Arte-Terapia.

O Arte-Terapeuta/Psicoterapeuta deve investir no seu processo pessoal de Arte-Psicoterapia, ou seja, no decorrer da formação, o formando/Arte-terapeuta deve realizar Arte-Psicoterapia acompanhado por um Arte-Psicoterapeuta Didata, onde os objectivos são os seguintes:

– Desenvolvimento e maturação pessoal no sentido em que é essencial termos o conhecimento de nós próprios, antes cuidarmos e conhecermos os outros.

 

 

– Elaboração de conflitos internos e necessidades pessoais insatisfeitas, sendo esta fundamental para que o Arte-Terapeuta/Psicoterapeuta consiga renunciar a si para que seja possível investir naqueles que precisam de ajuda.

 

– Apreensão do modelo de Arte-Terapia ou Arte-Psicoterapia por assimilação de particularidades técnicas do método, isto é, através do processo pessoal de Arte-Psicoterapia, é possível o futuro.

 

– Arte-Terapeuta/Psicoterapeuta, assimilar as técnicas subjacentes ao método utilizado.

 

– Desenvolvimento da noção de investimento e comprometimento com o processo terapêutico, aspecto que terá que passar aos seus pacientes no sentido dos mesmos aprenderem a investir no seu próprio processo terapêutico.

 

 

– Maturação do processo contínuo de reflexão introspectiva que se prende com a observação dos seus próprios estados mentais, tomando consciência deles.

 

– Outro aspecto essencial à prática da Arte-Terapia/Psicoterapia é a supervisão de intervenções institucionais (estágio em Arte-Terapia) realizadas pelos Arte-Terapeutas e as intervenções clínicas, realizadas pelos
Arte-Psicoterapeutas.

 

Relativamente à primeira apontada, supervisão de intervenções institucionais, esta é essencial no sentido em que há uma orientação do trabalho arte-terapêutico que está a ser realizado na instituição. Já a supervisão da intervenção clínica permite dar uma continuidade à reflexão sobre os fenómenos psicológicos do paciente, de modo a percebe-los e a reperspectivá-los e reformula-los de um prisma diferente.

 

A PRÁTICA DO ARTE-TERAPEUTA/PSICOTERAPEUTA É PAUTADA POR:

 

– Responsabilidade, dado que o Arte-Terapeuta é responsável pelo atendimento competente dos pacientes, fornecendo-lhes o suporte no seu processo de reflexão.

 

– Comprometimento com o processo terapêutico do paciente.

 

– Honestidade, no sentido em que o Arte-Terapeuta/Psicoterapeuta deve ter consciência das suas limitações, nunca dando esperanças ilusórias aos pacientes. Aquilo que é criado no contexto arte-terapêutico, apesar de ser guardado pelo Arte-Terapeuta/Psicoterapeuta, é propriedade do paciente, deste modo, qualquer exibição pública ou outro tipo de utilização necessita sempre da sua autorização.

 

– Limitação no envolvimento, dado que o Arte-Terapeuta/Psicoterapeuta deve abster-se de se encontrar com o paciente fora do espaço terapêutico, sendo excepções casos de internamento ou doenças mobilizadoras em que o profissional considere pertinente realizar o atendimento. São inadmissíveis situações de sedução por parte do arte-terapeuta/psicoterapeuta ou de envolvimento erótico.

 

– Confidencialidade, onde o sigilo profissional deverá sempre ser tido pelo Arte-Psicoterapeuta, à excepção da informação que é transmitida ao supervisor, contudo deverão ser preservados dados que possam levar à identificação do paciente. Caso se utilize material relativo à intervenção clínica em comunicações públicas, deve obter-se a autorização do paciente e alterar a sua identificação e outros dados que possa levar ao seu reconhecimento.

 

– Direito à retribuição, no sentido em que deve ter-se em consideração que a intervenção do Arte-Terapeuta/Psicoterapeuta com os pacientes é do âmbito técnico profissional, assim,  existe o direito à retribuição monetária pelos serviços que são prestados.

 

– Direito a ser respeitado enquanto profissional, pois tal como o Arte-Terapeuta/Psicoterapeuta deve respeitar os seus pacientes, este também se deverá fazer respeitar, resguardando a sua dignidade pessoal.

 

 

3º Congresso Internacional de Arte-Terapia

A única formação de arte-terapeutas e arte-psicoterapeutas de Portugal

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